Coronavirus/ Brasil  (27/03/2021)

 

Um levantamento nacional identificou que o desemprego causado pela pandemia do coronavírus agravou a fome nas periferias das comunidades metropolitanas.

A pesquisa, que foi realizada com 2.087 pessoas em todo país, mostrou que cerca de 68% dos moradores não têm dinheiro para comprar comida.

 

Esse cenário também se repete nas cidades do Novo Gama, Valparaiso, Cidade Ocidental, Luziânia, Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas de Goiás, Planaltina de Goiás, dentre outras. Se antes a região sofria com a falta de infraestrutura, agora os moradores precisam lidar também com o desemprego, a fome e as consequências da pandemia.

 

Na casa da diarista Janice Taborda no Novo Gama –Go, moram oito pessoas, e ela conta que com o agravamento da pandemia a situação piorou e chega a faltar alimentos para a família. "Esse ano está pior. Até ano passado eu trabalhava e minha menina também, mas ela foi dispensada por causa do Covid", disse Janice.

 

O levantamento recente feito por nossa equipe indicou que o número de refeições das famílias que moram na região periférica destas cidades, diminuiu. 

Enquanto em agosto de 2020 a média de refeições diárias era de 2,4 agora é de 1,9. Ou seja, em média as famílias fazem menos de duas refeições por dia. O agravamento da pandemia também fez o número de doações cair. Enquanto no ano passado a comunidade periférica recebia em média uma cesta básica por mês, agora com sorte recebe ajuda a cada 2 meses.

 

Em Cidade Ocidental, no Jardim ABC, a recicladora Alessandra do Santos Gomes conta que a renda caiu nos últimos meses. Apesar de conseguir comprar comida, falta dinheiro para pagar o aluguel e comprar os materiais escolares para os filhos.